Com início do projeto de lei em 2005, o Sindicato dos Vigilantes de Ponta Grossa e região conseguiu que, a partir do dia 10 de dezembro de 2012 fosse feita a regulamentação de 30% de adicional de periculosidade.

Entretanto, as empresas não respeitaram o acordo nos meses de dezembro e janeiro. Pelo não cumprimento, no dia 1º de fevereiro de 2013, em coincidência com início da data base, a categoria fez uma paralisação a nível nacional para que as empresas respeitassem a lei.

A paralisação durou 12 horas. As corporações cederam e entraram em um acordo com a categoria. Dentre as conquistas estão: o aumento no vale alimentação, (que era de 15,50 e passou a ser 16,50) garantia do INPC no piso salarial, além do aumento de 30% no adicional de periculosidade para todos os vigilantes do Paraná.

Para o Sindicato, a conquista é grande, pois há oito anos existem movimentos unificados para chegar ao patamar de 30%. Participante do movimento em fevereiro, o vigilante Antônio Baran afirma que o acordo é um marco para a categoria. “É uma vitória, um reconhecimento que nos foi dado”.  O secretário geral do Sindicato, Edson Luiz Ribeiro Ramos conta que a proposta foi uma das melhores feitas nos 28 anos da entidade. “Consideramos essa negociação de 2013 muito boa, além do aumento de 30%, conseguimos retomar as perdas salariais de 2012, que foram na faixa de 4.63% do nosso salário”, diz.

Para 2013, a categoria pretende discutir novas cláusulas nas convenções coletivas. A Participação dos Núcleos e Resultados (PNR) é um dos principais assuntos da federação para colocar em negociação nos próximos anos. Além do aumento do vale alimentação, um plano de saúde que seja custeado pelas empresas, entre outros benefícios ao trabalhador. O Sindicato também disponibiliza informações no site: www.vigilantespg.com.br e no jornal "O Piquetão" que é mensal.