Em Ponta Grossa, para cada empresa cadastrada pela Polícia Federal, existem três clandestinas. Diversas empresas de vigilantes atuam de forma irregular

 


O Sindicato dos Vigilantes atua na fiscalização da profissão e recebe e faz as denúncias para a Polícia Federal.As empresas clandestinas totalizam 75% das prestadoras de serviços de vigilantes. Além disso, apenas uma escola na cidade tem permissão para aplicar o curso para vigilante, requisito básico necessário da profissão.

Empresas clandestinas além de atuar sem a permissão da Polícia Federal contratam funcionários sem curso de formação para vigilante. De acordo com o vice-presidente do Sindicato, Edson Ramos, o papel da entidade é de oficializar as denúncias para a polícia com protocolo.

“Quando denunciamos para a Polícia Federal, ela deve fazer uma fiscalização rigorosa através das denúncias e dar um prazo para a regularização”, explica Ramos.

Ele ainda diz que caso a empresa não regularize, a Polícia deve caçar o alvará de funcionamento da empresa. Outro ponto crítico é que, quando empresas irregulares contratam profissionais sem atuação para atuar como vigilantes, isso acaba gerando problemas para a empresa contratante.

“Se acontece algum acidente, os problemas trabalhistas sobram para a empresa que contratou”, afirma o vice-presidente.

Na cidade, 10 empresas são credenciadas pela PF para prestar os serviços de vigilantes. O diretor da Centroseg, Marco Aurélio, fala que as empresas irregulares atrapalham o trabalho das regulares.

"Atrapalha porque o serviço prestado é de má qualidade, as pessoas que pretendem contratar os serviços devem entender que a segurança prestada por uma empresa clandestina não será a mesma e isso é perigoso".

Para os vigilantes regularizados, existe a Lei 7102-83, que rege a profissão e garante diversos direitos ao profissional, como seguro de vida e benefícios. De acordo com o Artigo. 19, “É assegurado ao vigilante uniforme especial às expensas da empresa a que se vincular; porte de arma, quando em serviço; prisão especial por ato decorrente do serviço; seguro de vida em grupo, feito pela empresa empregadora.” Portanto, é uma profissão de risco.

Editorial: Segurança para segurança

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