Depois de três rodadas de mediação com o sindicato patronal, o novo piso salarial dos vigilantes foi definido em 2,71% de aumento real. A decisão aconteceu bem a tempo de evitar uma greve programada para o mês de fevereiro. Novas metas para 2015 já estão sendo pautadas pelo sindicato.

“A categoria já estava mobilizada, preparada para greve, que a gente iniciaria no dia 01/02, quando numa última tentativa de negociação, a gente entrou em acordo”, explica o vice-presidente do sindicato, Edson Ramos. A oferta inicial do sindicato patronal era o repasse da inflação, de 0,5% a 1%, que foi recusado pelo sindicato.

Na terceira tentativa apresentou-se a possibilidade de 2,71% de aumento. O oferecido não era o que eles pretendiam, mas a proposta foi levada para a assembleia da categoria, sendo aceita em seguida.  A decisão definiu o vale alimentação no valor de R$19,00 (R$ 418,00) e o salário (com periculosidade) de R$1.690,00.

O vale alimentação diário para os vigilantes do Paraná está entre os maiores do país, ficando em segundo lugar, abaixo do Distrito Federal, que apresenta o valor de R$23,00. O salário também acompanha esta classificação, perdendo novamente para o DF, que possui remuneração de R$2.048,09. Roraima apresenta o valor de R$ 936,00, o piso mais baixo da categoria nos estados brasileiros.

O presidente do sindicato, Nilson Ribeiro, ressalta que a terceirização do trabalho da categoria contribui com a precariedade das relações de trabalho. Consequentemente quase todos os anos o sindicato movimenta greves para garantir melhores condições aos vigilantes.

Nilson ainda afirma que a partir de agosto inicia-se uma nova campanha salarial, começando com criação de uma pauta de reivindicação, ou seja, quanto será o salário do vigilante em 2015, além de outros assuntos a serem discutidos.