Nilson Ribeiro quer mobilizar pelo menos 50% dos vigilantes de cada cidade nas assembleias. Foto: Divulgação

O Sindicato dos Vigilantes de Ponta Grossa organiza, entre os meses de agosto e outubro, assembleias para discutir propostas para a categoria em 2015. Todo sábado, a diretoria do Sindicato se reúne com os filiados em uma das cidades da região que atende. As últimas duas reuniões serão em Ponta Grossa. São sugeridas algumas pautas e os vigilantes também podem indicá-las se quiserem. Os resultados das discussões devem ser apresentados no dia quinze de novembro, em reunião patronal.

As assembleias são feitas anualmente há quase vinte anos. Elas surgiram de uma necessidade de envolver os vigilantes, já que algumas negociações foram perdidas por terem participação muito pequena (abaixo do quórum). O presidente do sindicato, José Nilson Ribeiro, afirma que já foram realizadas mais de vinte greves pela categoria, mas que nos últimos anos os vigilantes conseguiram aumento real do salário (acima da inflação).

Segundo o secretário-geral Edson Luiz Ribeiro Ramos, a participação dos trabalhadores é grande. "Em média 90% dos filiados da cidade visitada participam da assembleia", afirma. Nesses momentos, o sindicato também procura promover a interação e um coquetel ou algo semelhante para os participantes.

Dentre as setenta reivindicações que foram pensadas, em torno de vinte devem ser apresentadas, as consideradas mais urgentes. Seriam elas: cobrança do NPC acumulado e 5% de aumento real, vale alimentação de 25 reais, a implantação do Programa de Participação em Resultados (PPR), gratificação natalina e cesta básica.

O vigilante Amadeu Felício de Castilho participou de uma das assembleias, ocorrida em Castro, e ressalta a importância dessa movimentação. " É bom ficar sabendo o que o Sindicato pretente, e também poder dar uma opinião", diz. Ele afirma que a movimentação, especialmente em relação à reivindicações salariais, acontece uma vez ao ano, e é feita de forma clara e bem explicada para os trabalhadores.